- Université Paris Nanterre, ED 138 - Lettres, Langues, Spectacles, Department Memberadd
- Literature, Cultural Studies, Postcolonial Studies, Postcolonial Theory, Postcolonial Feminism, Postcolonial Literature, and 11 moreMia Couto, Sony Labou Tansi, Lusophone Africa, Lusophone Literature, Francophone Literature, Anglophone Studies, Violence, Literary Representations of Violence, Literatura brasileira, J. M. Coetzee, and Littérature Comparéeedit
- Post-PhD researcher - MEMOIRS - at the University of Coimbra. I am a scholar and professional translator. I hold a Ph... morePost-PhD researcher - MEMOIRS - at the University of Coimbra. I am a scholar and professional translator. I hold a PhD in Postcolonial Comparative African Literature University of Paris X - Nanterre. I am a native Portuguese speaker, with a nearly-native command of English, French and Spanish. I hold a BA degree from the University of Campinas, a MA in Comparative Literature and Aesthetics from the École Normale Supérieure de Lyon. In both MA and PhD I received grants for my studies. I am an expert in Comparative Literature and Translation with a special interest in Postcolonial and Gender Studies. I worked for three-years as Portuguese lecturer at the École Normale Supérieure de Lyon, one of the top-ranked universities of France.
From October 2016 to March 2017 I was a Blue Book trainee at European Commission - part of the External Communication team of Directorate General for Interpretation.
Chercheuse en Post-Doctorat à l'Université de Coimbra, au sein du groupe MEMOIRS. Chercheuse et traductrice. J'ai fait un stage à la Commission Européenne, au Directorat Général d'Interprétation. Docteure en Littérature Comparée de l’Afrique Subsaharienne (Université de Paris Nanterre), je m'intéresse aux études postcoloniales et de genre. Master en littérature comparée et esthétique de l'art (ENS de Lyon). Licence en Lettres Modernes (Unicamp).edit
O desenvolvimento dos estudos pós-coloniais possibilitou pensar novas maneiras de compreender e interpretar a produção literária de diversos países que sofreram a dominação colonial. Nesse contexto, o romance africano sofreu diversas... more
O desenvolvimento dos estudos pós-coloniais possibilitou pensar novas maneiras de compreender e interpretar a produção literária de diversos países que sofreram a dominação colonial. Nesse contexto, o romance africano sofreu diversas rupturas e conheceu novas experiências poéticas depois das independências. Deste modo, proponho analisar comparativamente a expressão da violência em três romances vindos de três inspirações literárias nacionais distintas. Escolhi os autores Mia Couto, de Moçambique, Sony Labou Tansi, do Congo, e J.M. Coetzee, da África do Sul. Eles permitirão elaborar uma análise comparativa para mostrar que, apesar da existência de diferenças nos percursos coloniais e de pós-independências, as questões ligadas à violência por vezes se repetem. Como exemplo de representação societal da violência, irei analisar a construção da alteridade negativa. Do ponto de vista formal do texto, será interessante observar as variações linguísticas e o uso inventivo da língua para conquistar um espaço na língua e na literatura de onde falar, realizando uma tradução e hibridação de culturas. Por fim, analisarei a função do humor como vetor de crítica e reelaboração de uma ideia de sociedade.
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RESUMO: O estudo da literatura póscolonial permite questionar problemas que datam da colonização portuguesa em África. Ao deslocar a maneira eurocêntrica de compreender o mundo, a crítica pós-colonial abriu caminho para se entender a obra... more
RESUMO: O estudo da literatura póscolonial permite questionar problemas que datam da colonização portuguesa em África. Ao deslocar a maneira eurocêntrica de compreender o mundo, a crítica pós-colonial abriu caminho para se entender a obra literária de acordo com as especificidades sociais, históricas e políticas de um determinado país. Ao analisar o livro Jesusalém de Mia Couto, compreendemos que a utopia criada por Vitalício é um espaço de resistência face aos sofrimentos de uma sociedade recém-independente. Dessa maneira, estudar a criação de um espaço utópico, assim como o papel de cada personagem dentro dele, permite-nos questionar vários acontecimentos da época colonial, assim como os problemas da transição e os traumas atuais da sociedade moçambicana.
L'étude de la littérature postcoloniale permet de mettre en question des problèmes qui sont issus de la colonisation portugaise au Mozambique. Quand la littérature postcoloniale a déplacé le regard de la manière euro-centrée de voir le monde, elle a ouvert la voie pour comprendre l'oeuvre littéraire suivant les spécificités sociales, historiques et politiques d'un pays donné. Lors de l'analyse du livre L'accordeur de silences, de Mia Couto, nous nous apercevons que l'utopie crée par Vitalício est un espace de résistance face aux souffrances 1 No Brasil o título do livro foi alterado para Antes do nascer da terra.
L'étude de la littérature postcoloniale permet de mettre en question des problèmes qui sont issus de la colonisation portugaise au Mozambique. Quand la littérature postcoloniale a déplacé le regard de la manière euro-centrée de voir le monde, elle a ouvert la voie pour comprendre l'oeuvre littéraire suivant les spécificités sociales, historiques et politiques d'un pays donné. Lors de l'analyse du livre L'accordeur de silences, de Mia Couto, nous nous apercevons que l'utopie crée par Vitalício est un espace de résistance face aux souffrances 1 No Brasil o título do livro foi alterado para Antes do nascer da terra.
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RESUMO: O estudo da literatura póscolonial permite questionar problemas que datam da colonização portuguesa em África. Ao deslocar a maneira eurocêntrica de compreender o mundo, a crítica pós-colonial abriu caminho para se entender a obra... more
RESUMO: O estudo da literatura póscolonial permite questionar problemas que datam da colonização portuguesa em África. Ao deslocar a maneira eurocêntrica de compreender o mundo, a crítica pós-colonial abriu caminho para se entender a obra literária de acordo com as especificidades sociais, históricas e políticas de um determinado país. Ao analisar o livro Jesusalém de Mia Couto, compreendemos que a utopia criada por Vitalício é um espaço de resistência face aos sofrimentos de uma sociedade recém-independente. Dessa maneira, estudar a criação de um espaço utópico, assim como o papel de cada personagem dentro dele, permite-nos questionar vários acontecimentos da época colonial, assim como os problemas da transição e os traumas atuais da sociedade moçambicana.
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RESUMO: O estudo da literatura póscolonial permite questionar problemas que datam da colonização. Ao deslocar a maneira eurocêntrica de compreender o mundo, a crítica pós-colonial abriu caminho para se entender a obra literária de acordo... more
RESUMO: O estudo da literatura póscolonial permite questionar problemas que datam da colonização. Ao deslocar a maneira eurocêntrica de compreender o mundo, a crítica pós-colonial abriu caminho para se entender a obra literária de acordo com as especificidades sociais, históricas e políticas de um determinado país. Ao analisar alguns livros de Mia Couto, JM Coetzee e Sony Labou Tansi, compreendemos que a utopia aparece como um espaço de resistência face aos sofrimentos de uma sociedade recém independente e a distopia é um recurso de exacerbação da crítica. Dessa maneira, estudar como os autores se apropriam desses dois conceitos permite-nos questionar vários acontecimentos da época colonial, assim como os problemas da transição da independência e os traumas atuais das sociedades em questão.
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Le discours inaugural de Guimarães Rosa à l'Académie Brésilienne de Lettres reste un texte très peu étudié. À la fois énigmatique et spéculaire, en lui vit l'art rosien de parler de soi-même en parlant d'un autre. Les personnages cités au... more
Le discours inaugural de Guimarães Rosa à l'Académie Brésilienne de Lettres reste un texte très peu étudié. À la fois énigmatique et spéculaire, en lui vit l'art rosien de parler de soi-même en parlant d'un autre. Les personnages cités au long du discours, et spécialement la manière dont ils sont morts, cacheraient-ils un ensemble de mystères encore plus grand? En outre, le fait de devenir un immortel au moment d'occuper une chaire à l'Académie, justifierait-il la peur que Rosa avait de mourir?
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Les caractéristiques que l’on trouve dans la structure narrative de Marelle tels que le jeu, le labyrinthe, l'infini, les réalités simultanées, les doubles, le mouvement, le fragmentaire et le pli nous permettent de proposer une nouvelle... more
Les caractéristiques que l’on trouve dans la structure narrative de Marelle tels que le jeu, le labyrinthe, l'infini, les réalités simultanées, les doubles, le mouvement, le fragmentaire et le pli nous permettent de proposer une nouvelle lecture de cette œuvre de Cortázar. En effet, nous pouvons lire Marelle comme une œuvre baroque par les problèmes qu’elle pose, de ses personnages à sa structure. Les caractéristiques qui nous autorisent cette nouvelle lecture proviennent en réalité de l’histoire des transformations du concept de « baroque » dans l’histoire des arts plastiques. À la suite de Deleuze, nous voudrions étendre cette catégorie au delà de son champ, car elle permet d’ajouter à la lecture de Cortázar le concept du pli. Le pli est un concept actif, une fonction opératoire qui tient davantage d’une sensibilité que d’un moment historique. Il nous permettra de définir l’oeuvre comme un tissu. Les plis que recèle ce «tissu» nous semblent être les caractéristiques baroques présentes dans Marelle.
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O conto de Borges “O jardim dos caminhos que se bifurcam” nos permite fazer uma leitura barroco-fantástica a partir de dois elementos comuns a esses dois movimentos estéticos: o labirinto e o infinito. A análise se dará pela atualização... more
O conto de Borges “O jardim dos caminhos que se bifurcam” nos permite fazer uma leitura barroco-fantástica a partir de dois elementos comuns a esses dois movimentos estéticos: o labirinto e o infinito. A análise se dará pela atualização da filosofia de Leibniz feita por Deleuze, sendo a dobra o conceito chave.
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It is halfway through 2018. Emmanuel Macron is the President of France. A year ago he declared colonisation a “crime against humanity.” Macron levied his criticism of colonisation during a visit to Algeria, a territory the French... more
It is halfway through 2018. Emmanuel Macron is the President of France. A year ago he declared
colonisation a “crime against humanity.” Macron levied his criticism of colonisation during a visit to
Algeria, a territory the French dominated for 114 years, from 1848 to 1962. In Algeria the French President
spoke of the need to “confront this past head-on,” because, as Benjamin Stora had warned in his 1991
La gangrene et l’oubli (Gangrene and Forgetting), “forgetting” had become a “gangrene” in French
society. What for many years had been called “events” in French history are today discussed in terms
5
of la maladie algérienne: the Algerian disease. To this day, the difficult colonial relationship between
France and Algeria creates malaise for those French citizens with a direct connection to that past:
pieds-noirs, repatriated Jews, soldiers, harkis, French citizens of Algerian origin, Algerian immigrants ...
colonisation a “crime against humanity.” Macron levied his criticism of colonisation during a visit to
Algeria, a territory the French dominated for 114 years, from 1848 to 1962. In Algeria the French President
spoke of the need to “confront this past head-on,” because, as Benjamin Stora had warned in his 1991
La gangrene et l’oubli (Gangrene and Forgetting), “forgetting” had become a “gangrene” in French
society. What for many years had been called “events” in French history are today discussed in terms
5
of la maladie algérienne: the Algerian disease. To this day, the difficult colonial relationship between
France and Algeria creates malaise for those French citizens with a direct connection to that past:
pieds-noirs, repatriated Jews, soldiers, harkis, French citizens of Algerian origin, Algerian immigrants ...
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Estamos em meados de 2018. Emmanuel Macron é o Presidente de França. Há um ano declarou que a colonização foi um “crime contra a humanidade”. A crítica de Macron contra a colonização foi feita no contexto de uma visita à Argélia,... more
Estamos em meados de 2018. Emmanuel Macron é o Presidente de França. Há um ano declarou que
a colonização foi um “crime contra a humanidade”. A crítica de Macron contra a colonização foi feita no
contexto de uma visita à Argélia, território dominado pelos franceses ao longo de 114 anos, de 1848 a
1962. Na Argélia o Presidente francês evocou a necessidade de “olhar de frente para esse passado”, pois
como já advertira Benjamin Stora, em 1991, no seu livro La gangrène et l’oubli, esse “esquecimento”
tomou a forma de “gangrena” na sociedade francesa. O que por longos anos foi chamado de “eventos”
5
na história francesa é hoje considerado a “maladie algérienne” – a doença argelina. A difícil relação
colonial entre a França e a Argélia causa até hoje um mal estar nos cidadãos franceses que possuem
uma ligação direta com esse passado: pieds-noirs, judeus repatriados, militares, harkis, franceses de
origem argelina, imigrantes argelinos...
a colonização foi um “crime contra a humanidade”. A crítica de Macron contra a colonização foi feita no
contexto de uma visita à Argélia, território dominado pelos franceses ao longo de 114 anos, de 1848 a
1962. Na Argélia o Presidente francês evocou a necessidade de “olhar de frente para esse passado”, pois
como já advertira Benjamin Stora, em 1991, no seu livro La gangrène et l’oubli, esse “esquecimento”
tomou a forma de “gangrena” na sociedade francesa. O que por longos anos foi chamado de “eventos”
5
na história francesa é hoje considerado a “maladie algérienne” – a doença argelina. A difícil relação
colonial entre a França e a Argélia causa até hoje um mal estar nos cidadãos franceses que possuem
uma ligação direta com esse passado: pieds-noirs, judeus repatriados, militares, harkis, franceses de
origem argelina, imigrantes argelinos...
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A MESTRIA na arte de perder: uma história da imigração argelina em França - Fernanda Vilar Outrxs autores do jornal: António Pinto Ribeiro, António Sousa Ribeiro, Aimé Mpane Enkobo, Amalia Escriva, Assumani Budagwa, Bruno Machado,... more
A MESTRIA na arte de perder: uma história da imigração argelina
em França - Fernanda Vilar
Outrxs autores do jornal: António Pinto Ribeiro, António Sousa Ribeiro, Aimé Mpane Enkobo, Amalia Escriva, Assumani Budagwa, Bruno Machado, Cristina Ataíde, Dorothée Myriam Kellou, Dulce Maria Cardoso, Dalila DallÉas Bouzar, Fátima da Cruz Rodrigues, Felipe Cammaert, Fernanda Vilar, Liamna Gouasmia, Liliana Coutinho, Louise Narbo, Margarida Calafate Ribeiro, Mónica V. Silva, Nuno Simão Gonçalves, Pauliana Valente Pimentel, Paulo de Medeiros, Roberto Vecchi, Teresa Dias Coelho.
em França - Fernanda Vilar
Outrxs autores do jornal: António Pinto Ribeiro, António Sousa Ribeiro, Aimé Mpane Enkobo, Amalia Escriva, Assumani Budagwa, Bruno Machado, Cristina Ataíde, Dorothée Myriam Kellou, Dulce Maria Cardoso, Dalila DallÉas Bouzar, Fátima da Cruz Rodrigues, Felipe Cammaert, Fernanda Vilar, Liamna Gouasmia, Liliana Coutinho, Louise Narbo, Margarida Calafate Ribeiro, Mónica V. Silva, Nuno Simão Gonçalves, Pauliana Valente Pimentel, Paulo de Medeiros, Roberto Vecchi, Teresa Dias Coelho.
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Une lecture critique de deux ouvrages de Mia Couto, Le dernier vol du flamant, 2000 et A confissão da Leoa, 2012, nous permettra de poser des questions qui se superposent en ce qui concerne la décolonisation : Comment les gouvernements... more
Une lecture critique de deux ouvrages de Mia Couto, Le dernier vol du flamant, 2000 et A confissão da Leoa, 2012, nous permettra de poser des questions qui se superposent en ce qui concerne la décolonisation : Comment les gouvernements instaurés après les indépendances participent-ils d’une même logique coloniale ? Quelle est la perception du peuple par rapport à ce « changement » ? Pour résoudre les problèmes des soldats de l’ONU qui explosent sans explication et des lionnes qui tuent exclusivement des femmes, on appelle des étrangers. Confrontés à la communauté locale, ils découvrent que le vrai problème est au-delà des morts mystérieuses. Cette lecture critique, centrée dans les figures des personnages-miroirs : les administrateurs, les étrangers et les marginaux de la société, nous permettra d’analyser le processus de décolonisation du point de vue de l’administration et du peuple
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Entrevista traduzida em português.
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Entrevista traduzida ao português para o jornal RASCUNHO.
Conversa integral em video.
Conversa integral em video.
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El escritor mexicano Eduardo Antonio Parra es uno de los exponentes de la literatura mexicana. Su trabajo ya recibió varios premios, entre ellos el Juan Rulfo del año 2000 de la Radio France. Su último libro de cuentos, Sombras detrás de... more
El escritor mexicano Eduardo Antonio Parra es uno de los exponentes de la literatura mexicana. Su trabajo ya recibió varios premios, entre ellos el Juan Rulfo del año 2000 de la Radio France. Su último libro de cuentos, Sombras detrás de la ventana ganó en 2009 el premio Antonin Artaud, que le rindió una publicación y traducción en Francia. Su libro primer libro de cuentos Los límites de la noche fue traducido y publicado en Francia por las ediciones Zulma.
Sus temas salen de la frontera y por eso su literatura es conocida por ser muy sombría y negra, llena de violencia. Esto porque el autor vivió muchos años en Monterrey. Ha participado de pandillas, como suele acontecer con los jóvenes que viven en la frontera y conoció como es pasar una noche en un comisariado de policía, pero no porque haiga cometido un crimen, sino por una borrachera entre amigos.
Nos explica Parra que la frontera es el limbo, y cuando uno la traversa no sabe se encontrará al cielo o al infierno. Y nos cita, con mucha gracia, la frase del Presidente Porfirio Díaz ¡Pobre México! Tan lejos de Dios, y tan cerca de los Estados Unidos. Nos explica también que la frontera es a la vez un sitio de la esperanza de cambiarse de vida al irse a los Estados Unidos y también el sitio en que se exacerba el nacionalismo contra los gringos. El nos acuerda que mitad de aquel territorio que hoy pertenece a los Estados Unidos era de México, y que poco a poco los mexicanos lo retoman, ¡pero los americanos no se han dado cuenta!
Nos explica el autor su interés al retratar los personajes marginales: es a la vez el deseo un poco romántico de dar voz a los que no tienen derecho a ella, así como enseñarnos que de toda basura podemos sacar un perla.
Cuando la Ciudad de México fue considerada la más peligrosa del mundo, fue cuando él decidió mudarse para allá. Hoy vive allí con su mujer, que también es escritora.
Transcripción en español y traducción en francés
Sus temas salen de la frontera y por eso su literatura es conocida por ser muy sombría y negra, llena de violencia. Esto porque el autor vivió muchos años en Monterrey. Ha participado de pandillas, como suele acontecer con los jóvenes que viven en la frontera y conoció como es pasar una noche en un comisariado de policía, pero no porque haiga cometido un crimen, sino por una borrachera entre amigos.
Nos explica Parra que la frontera es el limbo, y cuando uno la traversa no sabe se encontrará al cielo o al infierno. Y nos cita, con mucha gracia, la frase del Presidente Porfirio Díaz ¡Pobre México! Tan lejos de Dios, y tan cerca de los Estados Unidos. Nos explica también que la frontera es a la vez un sitio de la esperanza de cambiarse de vida al irse a los Estados Unidos y también el sitio en que se exacerba el nacionalismo contra los gringos. El nos acuerda que mitad de aquel territorio que hoy pertenece a los Estados Unidos era de México, y que poco a poco los mexicanos lo retoman, ¡pero los americanos no se han dado cuenta!
Nos explica el autor su interés al retratar los personajes marginales: es a la vez el deseo un poco romántico de dar voz a los que no tienen derecho a ella, así como enseñarnos que de toda basura podemos sacar un perla.
Cuando la Ciudad de México fue considerada la más peligrosa del mundo, fue cuando él decidió mudarse para allá. Hoy vive allí con su mujer, que también es escritora.
Transcripción en español y traducción en francés
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Entrevista com a escritora Adriana Lisboa que esteve presente no evento Belles Latinas em 2011.
Há o vídeo e a transcrição em português, assim como a tradução em francês.
Há o vídeo e a transcrição em português, assim como a tradução em francês.
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El 28 de mayo 2011, en el evento literario "Assises Internationales du Roman" de Lyon, tuve la oportunidad de hablar con el escritor argentino Rodrigo Fresán. Rodrigo Fresán nació en Buenos Aires en 1963. Tuvo una infancia de... more
El 28 de mayo 2011, en el evento literario "Assises Internationales du Roman" de Lyon, tuve la oportunidad de hablar con el escritor argentino Rodrigo Fresán.
Rodrigo Fresán nació en Buenos Aires en 1963. Tuvo una infancia de interiores, como él mismo dice, encerrado en casa, y el principal recuerdo que guarda de su infancia es el de los libros que leía. Por eso su ciudad natal podría ser perfectamente Canciones Tristes, que, como él, no está sujeta a un lugar o territorio, sino que puede moverse por aquello que podríamos llamar mundos imaginarios, construidos a partir de una biblioteca. A Fresán no le gusta definirse como escritor argentino, sino como escritor de su biblioteca. Ha llegado a afirmar que no cree en literaturas nacionales.
Desde 1984 ha ejercido de periodista, como medio para ganarse la vida y poder dedicarse además a su faceta de escritor. Su actividad como periodista no es muy convencional, ya que es un trabajo con trasfondo literario. Aunque pasar de un modo de escritura al otro es tan difícil como cambiar de traje de astronauta, como él mismo explica.
Su primer libro, Historia Argentina, fue elegido por la crítica como la revelación narrativa de 1991. En 1993 publicó Vida de Santos, en 1994, Trabajos Manuales. Su novela Esperanto, publicada en 1995, mereció el elogio general de la crítica, que consideró a Fresán uno de los más "prometedores escritores jóvenes". Tuvo mucho éxito en su debut como escritor y sigue produciendo una obra de calidad, con títulos como La velocidad de las cosas (1998), Mantra (2001), Jardines de Kensington (2003) y El fondo del cielo (2009).
En la primera parte de esta entrevista él nos habla de sus novelas y de la relación que tienen con el mundo de hoy por sus múltiples referencias, así como de la infancia y de la muerte, asuntos primordiales para un escritor, según él mismo. En la segunda parte, conocemos un poco mejor su biblioteca y sobre los autores que más le influenciaron.
Rodrigo Fresán nació en Buenos Aires en 1963. Tuvo una infancia de interiores, como él mismo dice, encerrado en casa, y el principal recuerdo que guarda de su infancia es el de los libros que leía. Por eso su ciudad natal podría ser perfectamente Canciones Tristes, que, como él, no está sujeta a un lugar o territorio, sino que puede moverse por aquello que podríamos llamar mundos imaginarios, construidos a partir de una biblioteca. A Fresán no le gusta definirse como escritor argentino, sino como escritor de su biblioteca. Ha llegado a afirmar que no cree en literaturas nacionales.
Desde 1984 ha ejercido de periodista, como medio para ganarse la vida y poder dedicarse además a su faceta de escritor. Su actividad como periodista no es muy convencional, ya que es un trabajo con trasfondo literario. Aunque pasar de un modo de escritura al otro es tan difícil como cambiar de traje de astronauta, como él mismo explica.
Su primer libro, Historia Argentina, fue elegido por la crítica como la revelación narrativa de 1991. En 1993 publicó Vida de Santos, en 1994, Trabajos Manuales. Su novela Esperanto, publicada en 1995, mereció el elogio general de la crítica, que consideró a Fresán uno de los más "prometedores escritores jóvenes". Tuvo mucho éxito en su debut como escritor y sigue produciendo una obra de calidad, con títulos como La velocidad de las cosas (1998), Mantra (2001), Jardines de Kensington (2003) y El fondo del cielo (2009).
En la primera parte de esta entrevista él nos habla de sus novelas y de la relación que tienen con el mundo de hoy por sus múltiples referencias, así como de la infancia y de la muerte, asuntos primordiales para un escritor, según él mismo. En la segunda parte, conocemos un poco mejor su biblioteca y sobre los autores que más le influenciaron.
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Compte rendu du livre PUIG (Stève), Littérature urbaine et mémoire postcoloniale. Paris : L’Harmattan, coll. Logiques sociales – études culturelles, 2019, 262 p. – ISBN 978-2-343-17300-9
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PINTO RIBEIRO (António), África, os Quatro Rios : a representação de África através da literatura de viagens europeia e norte-american. Porto : Afrontamento, 2017, 178 p. – ISBN 9789898776684
Le livre Geometrias da Memória: configurações pós-coloniais est le premier volume de la collection “Memoirs – Filhos de Império”, issu du groupe de recherche MEMOIRS – Filhos de Império e Pós-memorias Europeias (http://memoirs.ces.uc.pt)... more
Le livre Geometrias da Memória: configurações pós-coloniais est le premier volume de la collection “Memoirs – Filhos de Império”, issu du groupe de recherche MEMOIRS – Filhos de Império e Pós-memorias Europeias (http://memoirs.ces.uc.pt) financé par le Conseil Européen de Recherche (ERC). Organisé par António Sousa Ribeiro et Margarida Calafate Ribeiro, le livre interroge la place de la mémoire et de la post-mémoire coloniale dans la constitution de la narrative de l’histoire européenne.
O livro Geometrias da Memória: configurações pós-coloniais é o primeiro volume da série “Memoirs – Filhos de Império”, do grupo de pesquisa de mesmo nome MEMOIRS – Filhos de Império e Pós-memorias Europeias (http://memoirs.ces.uc.pt)... more
O livro Geometrias da Memória: configurações pós-coloniais é o primeiro volume da série “Memoirs – Filhos de Império”, do grupo de pesquisa de mesmo nome MEMOIRS – Filhos de Império e Pós-memorias Europeias (http://memoirs.ces.uc.pt) financiado pelo Conselho Europeu de Pesquisa (ERC). Organizado por António Sousa Ribeiro e Margarida Calafate Ribeiro, o livro interroga o lugar da memória e da pós memória colonial na narrativa da historia europeia.
QUAQUARELLI (Lucia) et SCHUBERT (Katja), dir., Traduire le postcolonial et la transculturalité. Enjeux théoriques, linguistiques, littéraires, culturels, politiques, sociologiques. Nanterre : Presses Universitaires de Paris Ouest / CRIX... more
QUAQUARELLI (Lucia) et SCHUBERT (Katja), dir., Traduire le postcolonial et la transculturalité. Enjeux théoriques, linguistiques, littéraires, culturels, politiques, sociologiques. Nanterre : Presses Universitaires de Paris Ouest / CRIX Centre de recherches italiennes, coll. Écritures, n°7, 2014
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Publié dans la revue ELA numero 36
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Abomo-Morin (Marie-Rose), Amuri Mpala-Lutebele (Maurice), Lima de Oliveira (Humberto Luiz), Dir., Voix et images de la diversité/Vozes et imagens de la diversidade. Que peut la littérature ? Paris : L’Harmattan, coll. Compte-rendus, 2013,... more
Abomo-Morin (Marie-Rose), Amuri Mpala-Lutebele (Maurice), Lima de Oliveira (Humberto Luiz), Dir., Voix et images de la diversité/Vozes et imagens de la diversidade. Que peut la littérature ? Paris : L’Harmattan, coll. Compte-rendus, 2013, 248 p. – ISBN 978-2-343-02319-9.
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Compte rendu du livre Actualité et inactualité de la notion de « postcolonial » Études réunies par Micéala Symington, Joanny Moulin & Jean Bessière Paris : Honoré Champion, coll. "Colloques, congrès et conférences- Littérature comparée,... more
Compte rendu du livre Actualité et inactualité de la notion de « postcolonial »
Études réunies par Micéala Symington, Joanny Moulin & Jean Bessière
Paris : Honoré Champion, coll. "Colloques, congrès et conférences- Littérature comparée, 18, 2013
ISBN 9782745323606
168 p.
Études réunies par Micéala Symington, Joanny Moulin & Jean Bessière
Paris : Honoré Champion, coll. "Colloques, congrès et conférences- Littérature comparée, 18, 2013
ISBN 9782745323606
168 p.
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Texte présenté lors du Congrès de l'APELA 2016
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Présenté dans la journée d'études dédiée à Amadhou Kourouma à l'Université du Porto le 11 décembre 2013.
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Fotos e fraturas: as ambiguidades da África do Sul pelas lentes de David Goldblatt Os retratos a preto e branco, de brancos e pretos, que estão presentes na retrospectiva do fotógrafo sul africano David Goldblatt no centro Pompidou, em... more
Fotos e fraturas: as ambiguidades da África do Sul pelas lentes de David Goldblatt Os retratos a preto e branco, de brancos e pretos, que estão presentes na retrospectiva do fotógrafo sul africano David Goldblatt no centro Pompidou, em Paris, revelam mais de 200 fotografias que ilustram quase 70 anos de história da África Do Sul. Nascido numa família de judeus oriundos da Lituânia e da Letônia, David viveu numa cidade mineradora perto de Joanesburgo. O fotógrafo acompanhou com o olhar e com a câmara o que significava ser branco ou negro no regime de separação de raças. E foram os mineradores uns dos primeiros temas das suas fotos, pela proximidade do sujeito. Na série " Particulars " , retrata os detalhes que revelam traços imperfeitos criados pelo tempo e condições de vida. É assim que somos recepcionados nessa exposição que vai do detalhe do humano ao gigantesco das estruturas das cidades. Os territórios, as construções e as pessoas compõem a obra desse senhor de 87 anos. Um dos atributos da exposição é que, para além dos textos que acompanham as fotos, podemos escutar as fotografias. Em cada sala há vídeos nos quais o autor comenta com vivacidade e senso crítico aguçado algumas das fotos apresentadas na exposição. Entendemos o contexto da foto e o que o seu olhar capturou naquele momento. Por exemplo, se quem cometia um crime fosse negro, era transportado a pé pela polícia, algemado, sob o olhar de todos. Se se tratasse de um branco, dispensava-se o cortejo de olhares, pois o indivíduo estava protegido dentro de um carro. Entre retratos de desigualdade e injustiça que marcaram a história contemporânea do país, o pai da foto sul africana, fundador de uma escola de referência, a Market Photo Workshop, nunca quis que suas fotos fossem militantes. Essa postura causou muita incompreensão fora do país, entretanto o fotógrafo continuou a fazer seu trabalho porque fazia sentido para ele e seus compatriotas. Ele ainda fotografa todos os dias, pois para Goldblatt " a fotografia é um instrumento mágico porque revela claramente a realidade e ao mesmo tempo aquilo não é a realidade. É essa tensão que me estimula. " A exposição é organizada em seções, separadas por cor e classe, mostrando um mapa do país. O olhar é frontal, " eu te vejo e você me vê ". E nas fotos não há diferença de tratamento: branco ou negro, todos são (re)tratados da mesma maneira. Ele consegue penetrar Soweto, periferia chave para as manifestações anti-apartheid. Ele entra nas casas e fotografa o quotidiano, há tanto a miséria como seu contraponto na alegria do futebol e brincadeiras de crianças em imensos descampados. Cada série de fotos do passado, feitas em preto e branco, é confrontada com um olhar a cores atual. No caso de Soweto, vemos um grande e moderno centro comercial – mostrando a " evolução " daquele território em relação a 50 anos antes. Outro momento da vida dos negros, e talvez um dos pontos mais perturbantes da exposição, é a série de fotos que traçam a odisseia diária dos trabalhadores negros que saem de suas casas em KwaNdabele às 2h40 da manhã para irem trabalhar na cidade branca de Pretória, onde não têm direito de viver. São duas horas e meia de trajeto de ida e mais duas e meia de volta – fazendo as contas, as
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Da importância de bonecas negras, uma coleção de questões Falamos muito de representatividade. De inclusão. De nos vermos como modelos para percebermos nossas potencialidades. E mais: o nosso lugar de pertença no mundo. Ora, ninguém... more
Da importância de bonecas negras, uma coleção de questões Falamos muito de representatividade. De inclusão. De nos vermos como modelos para percebermos nossas potencialidades. E mais: o nosso lugar de pertença no mundo. Ora, ninguém ignora que as bonecas negras são a minoria da população de brinquedos no Brasil. Mas o que significaria termos um mercado onde fosse possível ter ao menos opções de bonecas? As bonecas têm a particularidade de serem feitas a partir de uma imagem de si. Walter Benjamin, no livro Rua de mão única – Infância Berlinense (1900), explica que a criança é quem controla sua boneca – como um soberano: ela veste-a, desnuda-a, decide se ela vive, morre ou come. E mais: a criança fala por ela, através dela, e dela. Ela pode se tornar o reflexo do que os adultos fazem às crianças, ou inverter os papéis. Dessa maneira, o que significa brincar com uma boneca que não é feita à imagem de uma parte significativa da população? Já todos nos deparamos nos nossos feeds do Facebook com um vídeo que se baseia no teste que os psicólogos Kenneth e Mamie Clark batizaram de " Doll Test " (1940)– trata-se do teste em que se apresenta às crianças uma boneca branca e uma negra e seguem-se perguntas sobre quem é a feia e quem é a bonita, quem é a boa e quem é a má… e revela-se assim a crueldade da estrutura racista de nossa cultura: as crianças negras atribuem as características positivas às bonecas brancas. Black Dolls. La collection Deborah Neff-La maison rouge A partir de 1910, intelectuais e empresários africanos-norte-americanos começaram a se interessar pela questão da boneca negra. É o caso de R.H. Boyd que, ao procurar bonecas negras para os filhos, encontrou apenas caricaturas grotescas e começou seu próprio negócio: The National Negro Doll Company. Macus Garvey (1887-1940), um dos instigadores do movimento " Back to Africa " também lançou, a partir de 1918, uma fábrica de bonecas negras. Publicou artigos sobre o papel das bonecas na construção da autoestima. Entretanto, isso não implicou uma diferença de comportamento: as crianças negras não deram necessariamente preferência a essas bonecas negras e tampouco houve diminuição de vendas de bonecas racistas feitas pela indústria de bonecas brancas .
