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Resumo: Apresentamos as linhas gerais da teoria epicurista tentando dar con-sistência ao conceito de ataraxia como meio de encontrar quer o conhecimento, quer a felicidade, e como isso se reflecte na vida em comunidade. Abstract: The... more
Resumo: Apresentamos as linhas gerais da teoria epicurista tentando dar con-sistência ao conceito de ataraxia como meio de encontrar quer o conhecimento, quer a felicidade, e como isso se reflecte na vida em comunidade. Abstract: The general lines of the epicurean theory are presented in order to give consistency to the concept of ata-raxia as a way to find both knowledge and happiness, and how this is reflected in community life. Résumé: L'article donne une perspective générale de la théorie épicu-rienne en essayant de donner corps à la notion d'ataraxie comme un moyen de découverte, de connaissances ou de bo-nheur, et comment cela se reflète dans la vie communautaire.
Research Interests:
In this article, we start from the general thesis of the atomism – everything in the universe is composed by atoms – to assume an atomist reading of the ethical fragments of Democritus. If Leucippus and Democritus explain not only the... more
In this article, we start from the general thesis of the
atomism – everything in the universe is composed by atoms – to
assume an atomist reading of the ethical fragments of Democritus.
If Leucippus and Democritus explain not only the beginning of the world, as well as the constitution of the soul and the body from the
relation atom­‑emptiness (to be­‑not to be), this structure will also be
applied to the ethical maxims that we know. Despite this, the relation
soul­‑body is one of superiority (the knowledge that drift of the sensations
it’s obscure), it is also of interdependence, that leads Democritus
to blame soul when body is only a tool of its vices or the need to take
care of soul and body in the same way. However, it is in the soul that
we must look for true knowledge (subtle), as well as the pleasures that
value the man. From this relation, we will also analyse the consequences
in the education as well as in the life in society
Research Interests:
A filosofia confronta-se hoje em dia com os problemas que a tecnologia vai colocando no centro da vida. Já não se pode falar do humano sem falar da questão tecnológica, não como um a mais que temos de explicitar para salvaguardar uma... more
A filosofia confronta-se hoje em dia com os problemas que a tecnologia vai colocando no centro da vida. Já não se pode falar do humano sem falar da questão tecnológica, não como um a mais que temos de explicitar para salvaguardar uma natureza humana, mas, como veremos, porque não existe um eu senão tecnológico. Reforcemos: não existiu nunca espécie humana sem tecnologia. Se hoje quiséssemos voltar ao estado dito “natural”, isto é, sem o recurso a qualquer tipo de tecnologia, teríamos de regredir enquanto espécie. A tecnologia tem duas componentes de interacção com o homem que, ao longo da história da hominização e na história contemporânea sempre aconteceram. A saber, (1) a tecnologia altera comportamentos sociais do homem, mas, (2) a um nível mais profundo, altera a maneira como o homem evolui. A este duplo movimento chamamos movimento de humanização diferenciada, que iremos expor brevemente, desenvolvendo aquelas que são as principais características da tecnologia no início do século XXI, bem como elencar algumas atitudes filosóficas face à  tecnologia. O mundo contemporâneo apresenta comportamentos sociais muito diferentes, com o aparecimento dos chamados nativos digitais, que nos mostram que estamos a mudar enquanto espécie no mesmo duplo movimento que nos trouxe até aqui.
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O que o debate da eutanásia procura é saber se temos ou não direito a escolher como será o último momento da vida, e não o procedimento em si.
pequena revisão sobre teletrabalho e gestão de recursos humanos
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O mal na obra “A Natureza do Bem” de Agostinho de Hipona
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Nesta cena de partilha queremos, num primeiro lugar, sublinhar o carácter duplo da resistência. Veremos, etimologicamente, quanto da palavra são traços de manutenção, de posição e o quanto dela sublinha traços de mudança. Será uma dupla... more
Nesta cena de partilha queremos, num primeiro lugar, sublinhar o carácter duplo da resistência. Veremos, etimologicamente, quanto da palavra são traços de manutenção, de posição e o quanto dela sublinha traços de mudança. Será uma dupla espada de Dâmocles, como uma tesoura de que nunca retiraremos o desafio de qualquer dos gumes, como uma aporia eterna.
É na etimologia então que reconheceremos uma distância impensada, que com Derrida chamaremos de resistência crítica. Ela constitui-se como incondicional, somente aprendida de cor (Derrida), ou com olhos postos ao peito (Celan), no texto que se faz poema, estrangeiro im-possível em nós, que assina em nome do Outro, nos escreve e nos dita.
Procuraremos encontrar, na poesia de Paul Celan, pistas para falar dessa incondicionalidade, quer na forma de uma realidade apostrofável, quer nas feridas que tecem a realidade, um como se que se constitui para lá da morte.

E esta morte, onde o Outro se dá como palavra, seja uma interrupção de todo o sentido, uma eternidade que nos bate à porta como pergunta: como inquietação: como promessa.
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Talk to the International Workshops:

Is secularism bad for women? Women and Religion in Multicultural Europe

https://womenreligionandsecularism.wordpress.com/
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Nesta comunicação tentaremos reflectir de que modo as vivências contemporâneas se apresentam como contraponto (de certa forma como uma estrutura de controvérsia no dizer de Ricoeur) à identidade narrativa. Se esta é uma dialéctica entre... more
Nesta comunicação tentaremos reflectir de que modo as vivências contemporâneas se apresentam como contraponto (de certa forma como uma estrutura de controvérsia no dizer de Ricoeur) à identidade narrativa.
Se esta é uma dialéctica entre mesmidade e ipseidade, mas não se confundindo com ela, então a pergunta é saber como resolve ela os grandes desafios da contemporaneidades.
Como podemos definir os tempos em que vivemos? Recordando o conceito de existenz, como resumo de um eu que é tecnológico, devemos considerar os seguintes tópicos (não havendo aqui qualquer outra intenção que a sua descrição):
a) Fragmentação e/ou extensão dos sentidos e como tal experiência altera a percepção do mundo, bem como a impossibilidade de o narrar;
b) Dissociação de estados emotivos, experiência associada aos diversos meios de comunicar que temos, e que produzem, ao mesmo tempo, narrativas diferentes, e comummente desencontradas, narrativas essas que têm fim, isto é, desaparecem com o fim de qualquer diálogo;
c) A questão do espaço e como este se dobra e se altera apresentando-se, sobretudo, como uma experiência de tempo. O espaço passa assim a ser eventual e não contínuo, e a sua experiência torna-se também ela efémera;
d) A questão da gadgetização do quotidiano, e a influência que isso tem no fragmentar do real;
e) O problema do pós-biológico, isto é, a diferença entre o homem que evolui biologicamente e o homem que decide a evolução, e as consequências no conceito de identidade;
f) O problema da leitura (problema a montante da narrativa) e de como o hipertexto se conforma como rede sem qualquer centro – e por isso também sem qualquer narrativa;
g) O problema da integração da robótica no corpo, e como podemos falar do corpo-robótico.
h) A substituição da história e da memória por mecanismos instantâneos, fragmentários (memória feed e memória backup);
i) A tensão realidade concreta e realidade virtual e suas consequências;
Em cada um destes aspectos verificaremos a dificuldade do conceito de identidade narrativa ser resposta, mostrando como, em cada um deles, mesmidade e ipseidade são conceitos que não chegam para definir uma espécie de identidade.
Por fim, apresentaremos o conceito de selfblind, agregando os aspectos que o conceito de identidade parece não incluir.
Propondo que a controvérsia (uma espécie de meio-termo entre história e ciência) é a própria filosofia, procuraremos encontrar no desenvolvimento do verbo estar, em vez do verbo ser (implicado no termo de identidade), a melhor maneira de ultrapassar os nós que as vivências contemporâneas parecem lançar.
Research Interests:
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Nesta comunicação partiremos de um dos símbolos mais fortes do legado de Francisco de Assis, o despojamento levado às últimas consequências, frente ao bispo de Assis. Esse despojamento traz, para nós, duas linhas simbólicas que queremos... more
Nesta comunicação partiremos de um dos símbolos mais fortes do legado de Francisco de Assis, o despojamento levado às últimas consequências, frente ao bispo de Assis.
Esse despojamento traz, para nós, duas linhas simbólicas que queremos reflectir:
a) Por um lado, Francisco, face à Igreja poderosa do seu tempo, mostra-se despojado de todos os símbolos do seu poder: de todas as riquezas, e por isso também do seu estatuto social. Será interessante verificar aqui como o discurso do papa Francisco parece determinado em seguir esta experiência. Mas não deixamos de reparar que a vocação de Francisco de Assis assenta na percepção que para deus uma Igreja poderosa é uma Igreja em ruínas. Como reconstruir uma Igreja a partir do poder?
Neste sentido a marca de Francisco de Assis abre caminho não a uma teologia centrada no palácio, na catedral, na riqueza, mas a uma teologia da fragilidade e do pobre.
No mundo contemporâneo como será a marca de uma Igreja pobre?

b) Por outro lado, ao despojar-se assim, Francisco de Assis enfrenta a Igreja com um corpo nu, sem o rasto da vergonha que levou Adão e Eva a esconderem-se de Deus.
Esse corpo nu levar-nos-á a uma teologia do corpo nu, que enfrenta a teologia das vestes.
Numa teologia do corpo nu, a questão da sexualidade e a forma como a Igreja lidou teologicamente com ela será central: refletiremos como a partir da mitologia genesíaca se começou uma história de ruína para a religião, onde a nudez se torna num acontecimento e como essa mesma história foi amplificada por Agostinho de Hipona e atravessa a história da Igreja.
No entanto, partir do corpo deixa-nos também reflectir a questão do género na Igreja e de como será central para uma renovação da Igreja.
Será que o despojamento de Francisco de Assis nos poderá levar a substituir as ruínas de uma igreja, pelas mãos de uma comunidade?
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Tentaremos nesta interpretação de Antígona de Sófocles procurar definir – se é possível – as dicotomias que se estabelecem entre três pares que parecem oferecer-se ao leitor como contrários. Por um lado, a razão, que é sempre a razão de... more
Tentaremos nesta interpretação de Antígona de Sófocles procurar definir – se é possível – as dicotomias que se estabelecem entre três pares que parecem oferecer-se ao leitor como contrários.
Por um lado, a razão, que é sempre a razão de estado, do palácio, do édito que estabelece uma determinada ordem, e por outro a loucura de pensar de maneira diferente, de reverter qualquer ordem a uma ordem “anterior”, ordem ética antes de política, e religiosa antes de ética.
Aqui, um e outro lado parecem querer para si a bondade do olhar dos deuses.
Estarão os deuses do lado da razão ou da loucura?
Noutro par, em consequência do anterior, surge a luta entre a ordem dada e a opção. Opção entre vida e morte, entre agradar os vivos ou os mortos, opção entre cumprir ou não cumprir a ordem.
Por fim, entre poder (do estado) e destino, parece não haver escolha: o destino encontrará a porta para finalmente se estabelecer como o que tem de acontecer.
É na resolução destes “contrários” que encontraremos uma grelha de interpretação de Antígona, como eminentemente política.
Abriremos também espaço à discussão do mal enquanto elemento essencial para a compreensão do desafio ético que se abre na peça, que se apresenta não como um fim de qualquer acção, mas como um desafio ético que leva Antígona a agir.
A presente reflexão tentará desenrolar três perplexidades, todas elas resultantes da motivação do colóquio Autonomia e Vulnerabilidade, mais concretamente do painel Mente, Identidade e os Desafios das Neuro-ciências. Em primeiro lugar,... more
A presente reflexão tentará desenrolar três perplexidades, todas elas resultantes da motivação do colóquio Autonomia e Vulnerabilidade, mais concretamente do painel Mente, Identidade e os Desafios das Neuro-ciências. Em primeiro lugar, pensar a relação entre filosofia e ciências, e quanto desta formulação não é já interrogante, como se uma e outras tivessem estabelecido fronteiras sólidas e, muitas vezes, bem armadas, e, como veremos, buscassem campos diplomáticos de encontro. A segunda perplexidade, vertida no tema do painel, reflecte-se na constatação de como as neuro-ciências mudam a nossa forma de pensar os problemas que dizemos, ainda que erradamente, filosóficos. Essa alteração leva-nos a uma terceira perplexidade, respondendo a uma questão prática: que fazer a partir daí?
Research Interests:
com Nuno Miguel Cavalinhos Antunes